A Paróquia

S. Domingos de Gusmão

  

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Nascido em Caleruega (Espanha), por volta de 1170. Recebeu uma esmerada educação familiar. Foram beatificados: sua mãe, Joana de Aza, e um irmão, Manés. Sacerdote. Estudou teologia em Palencia e aí se distinguiu na sua compaixão pelos pobres. 
Nomeado Cónego na diocese de Osma, progrediu na oração e na prudência do governo como subprior (1201). Foi escolhido para a comitiva do bispo desta diocese, enviado pelo rei de Castela à Dinamarca. De caminho, observa, impressionado, amplas zonas de França sem evangelizar assim como os efeitos da heresia. De regresso pela segunda vez e via Roma, detém-se com o seu bispo em Montpellier e ali tornou-se um zeloso pregador (1206) na região de Toulouse.
Com a aprovação do Papa Inocêncio III, instituiu uma nova maneira de propor a fé, através do exemplo duma pobreza evangélica e do diálogo fraterno sobre a doutrina. Dando grande importância à participação das mulheres na obra da evangelização, fundou um mosteiro para elas em Prouille (1206), que poderia ser um lugar para se aperfeiçoarem e, para os pregadores, um auxílio, e até um refúgio, conforme as circunstâncias.
Recebendo nas suas mãos a entrega de alguns companheiros «para a pregação de Jesus Cristo», constituiu a primeira fraternidade conventual em Toulouse (1215), lançando assim os fundamentos da Ordem dos pregadores ou Dominicanos. Acrescentando a característica apostólica à vida canonical sob a Regra de Santo Agostinho (1216), tomou para si e para a Ordem o ministério da Palavra, que então era reservado aos bispos. O Papa Honório III aprovou a fundação, em 22 de Dezembro de 1216.
 
Certificado depois (18 de Janeiro de 1217), em Roma, da missão universal da sua Ordem, confiante na graça divina e apoiado no patrocínio da Virgem Maria, dispersou os irmãos por toda a Europa (15 de Agosto de 1217), sobretudo por Paris e Bolonha, então os principais centros de estudo, reservando para si a onerosa missão na região norte de Itália, contaminada pela heresia catara. «Falava sempre com Deus» para assim, poder falar mais eficazmente «de Deus.»
Enquanto, com uma calorosa pregação entregava os homens a Deus, com a força da oração, conduzia-os a Ele. «Apresentava-se em toda a parte como um homem evangélico pela palavra e pelas obras. Ninguém mais sociável com os irmãos e companheiros, ninguém mais alegre e exímio consolador.» Morreu a 6 de Agosto de 1221, em Bolonha, onde está sepultado. Foi canonizado a 3 de Julho de 1234, por Gregório IX, que convivera fraternalmente com ele quando era cardeal de Óstia Tiberina.